A Semente do Mal

 

O velho Vo diante da Televisão

 

A televisão é um brinquedo de adultos, para os seres humanos de todas as idades.

Uma caixinha de surpresas, onde se mostra o fato, quando convém ou no momento em que ocorre. É, também, a máquina da aparência, pronta para exprimir ficção e realidade numa conclusão volúvel.

Imagem e som, combinados, em proveito da Humanidade. No Brasil, entretanto, a engenhosa ferramenta do entretenimento e lazer está sendo usada como poderosa arma dos abusos humanos.

Pelas câmeras dessa incrível telinha, o mal latente jorra pelos poros de uma programação sem imaginação da arte. E, pela profusão das imagens, associada a uma linguagem subliminar bem dirigida, vão conduzindo de modo pérfido o processo de alheamento das pessoas.

A propagação das degenerações de comportamento, são seus principais ativos. Com precisão cartesiana, igualam as coisas, confundem o bem e o mal, ressaltando o abjeto, tudo ao gosto do materialismo: despersonalizar e massificar o ser humano, suprimir-lhe a dignidade Divina para reduzí-lo a homem-máquina, ou homem-massa.

Para atingir esse fim, alguns dos chamados "tele-jornais" servem a desenvolver uma estratégia concebida para enganar, um jornalismo insincero onde manipulam a informação, de acordo com o interesse dos subversores. Seus comunicadores são, curiosamente, chamados de "âncoras" do sistema, mas não passam de fiéis escudeiros dos mentores da mistificação.

 

 

A RESISTÊNCIA

Na prática são arautos da desinformação, pagos para explorar a ignorância alheia e desdenhar dos valores culturais e tradicionais e da "voz do povo" e ferir sua identidade.

E prosseguem com essa trama velhaca, na vã tentativa de desvirtuar e travestir a sociedade, ou seja, torná-la um bloco monolítico de seres humanos, oprimindo a liberdade.

 

T. do COLOSSO . RJ . 2000

 

A ação deletéria desse ataque avassalador atinge os homens e as mulheres e fere, principalmente, os de pouca idade e seus estímulos produzem motivações diferentes, sendo a mais cruel, capaz de provocar verdadeira tendência homicida.

O agente predador, permeado na sociedade, prolifera nos descaminhos da desigualdade. Suas matizes, apenas, escamoteiam a raiz da crise. Assim tratam as diferenças humanas...E predispõem para a violência, essa doença social, filha dileta da contradição de cada um e da desordem coletiva que medra no ambiente propício do pânico. Com esse plano bem urdido, provindo dos arranjos ajustados pelos interesses inconfessáveis dos seus patronos, escondem a mazela e prosperam nos lucros. Tudo isso é feito com a complacência ou incúria de governos despreparados e omissos.

 

O ENCONTRO, O BRADO DA ÁGUIA

Assim, a "droga da mídia" dissemina o vírus, a semente do mal... que se instala nas consciências... E que, aos poucos, corrompe os costumes... e segue a conseqüente erosão social...

Como a bigorna e o martelo: "dá no cravo e na ferradura", ou seja, mordem e sopram, como morcego hematófago...Instigam a "guerra" e reclamam a paz.

Predispor o homem contra o próprio homem, parece ser o objetivo dessa comédia humana.

T. do COLOSSO . RJ . 2000

 

O velho Vo explica aos netos

 

"No drama humano, esta é a dinâmica do fenômeno social que envolve as pessoas.

Fatos do dia a dia, de todas as causas, se repetem numa intensidade espantosa. Invariavelmente, nascem do inconformismo das pessoas que se transmudam de seres humanos em bestas, na complicada sociedade da qual fazemos parte.

Uma catástrofe sem precedentes na história da Humanidade.

As imagens deprimentes desses conflitos generalizados divulgadas, sem escrúpulo, pela televisão, só despertam a curiosidade das crianças que estão na primeira idade e começam a crescer para o Mundo e para a Vida.

 

A RETOMADA DO EQUILÍBRIO

Os mais velhos estão acomodados, não reagem. Ao longo do tempo, sem se darem conta, foram intoxicados por um processo predatório das mentes, fruto da massificação promovida e veiculada nos chamados "meios de comunicação social". No decorrer dos anos foram conduzidos ao estado de torpor, que os habituaram a aceitar a infâmia. Em geral, tentam justificar esta ou aquela ação. Não reprovam o resultado, tampouco querem saber as causas. Não se dão conta de que suas almas estão doentes. Uma verdadeira paranóia coletiva".

T. do COLOSSO . RJ . 2000

 

 

"Em qualquer ser vejo o homem, o deus, o verme, o louco, o humano, perfeitamente igual a mim"

GOETHE

 

 

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